Não há como negar. Todos nós, um dia, vamos sofrer de uma paixão impossível. Da fantasia irrealizável ou de um desejo impossibilitado. Minha professora de História do primeiro grau, Claudia dos Anjos, cada vez que encerrava um capítulo vinha com o mesmo exercício:
“Faça uma síntese ou resumo da matéria que foi vista”. Assim, desenvolvíamos, em pouco mais de uma página e meia, as principais questões de um capítulo. Pois bem professora, estou apaixonado. Sim, esse é o meu resumo, a minha síntese, do meu capítulo.
Tenho um amor impossível. Por evidente que não é a professora Claudia, até porque seria tarde demais para isso. Não. Ela já tinha seus admiradores e, se bem me lembro, existiam aos montes. Eu, naquela época, estava ocupado demais tentando passar na matéria daquela mulher.
O alvo da minha inquietação apaixonante, da minha vontade súbita de ir até Los Angeles, não tem anjo no sobrenome, mas provavelmente veio do céu. Ela se chama Emmanuelle Sophie Anne Chriqui, mais conhecida como Emmanuelle Chriqui. E antes que venham com “chiliques” em tons dissimulados, a garota jamais atuou na famosa série noturna da Band.
É uma promissora atriz, porém, desconhecida do grande público. É melhor assim. Não para ela claro, mas quem precisa de paparazzis? Eu, definitivamente, só preciso de uma coisa: Dela. Apesar de sequer conhecê-la, suponho que seja uma mulher simples e ao mesmo tempo das mais divertidas.
Nem me pergunte por quê. É paixão, lembra? Falta espaço para a lógica aqui. Sua filmografia ainda é pequena e espero, sinceramente, que cresça.
Acumula atuações em filmes pouco chamativos, entretanto, valem à pena só pela sua presença. Quem quiser saber mais sobre ela, ou ainda, ver se tenho bom gosto ou não, que pegue o nome e jogue no Google.
Não tenho a intenção de ser crítico de cinema ou um Zé Wilker sabichão que dirá se ela merece ou não um Oscar. Os dvds nas locadoras e o conteúdo dos links farão isso por mim. A minha idéia é outra e está centrada no que Emmanuelle representa para minha pessoa. Que bobagem. Que representatividade seria essa, se nunca falei com ela? Pois bem, persiste a ausência da lógica.
Contato com ela seria difícil. A menina fala inglês e francês e eu faço força com o meu português solitário. O que me chama atenção nela é o fato de ter origem judia e marroquina, ainda que tenha nascido no Canadá.
Quanta mistura. Se me dissessem que é brasileira, acreditaria na hora. O gene, sem dúvida, é bom. Emmanuelle contraria todas as características físicas que a maioria dos homens daqui costuma observar.
Pouco importa. A sua elegância – costume entre as celebridades de Hollywood – é um elemento de destaque. Da mesma forma que traz consigo uma beleza sem igual, razão que explica a falta de fôlego sentida por min nos últimos dias.
É complicado de entender, e muito mais de explicar a minha escolha. Talvez sejam seus olhos, que abrem um portal para o mundo do qual eu quero fazer parte. Eu realmente não sei. Deve ter sido o filme que peguei na locadora.
Ei, mas não estranhe e sequer pense que estou louco. Podem acreditar, tenho companhia nesse quesito. Sei de amores incondicionais por Ricardo Izecson dos Santos Leite, David Coimbra e Tara Reid.
Não deveria ter alugado aquele dvd. O próprio Coimbra já escreveu por Maria Sharapova. O mestre Mário Quintana tinha como musa Bruna Lombardi. Sem arrogância, mas se eles podem, eu também posso.
Já fui promíscuo, eu confesso. Tive um affair imaginário com Jennifer Lopez, andei aos beijos e aprendi a tocar piano com Alicia Keys e, como se não bastasse, conheci todo o elenco de Friends, graças ao meu rápido relacionamento com outra Jennifer, a Aniston.
Todas muito bonitas e talentosas, no entanto, a simplicidade e o carisma de Emmanuelle aliados ao seu estilo sexy me fazem querer casar com ela de imediato. Simples assim. Ter uma casa no campo, onde possamos sentar na grama lado a lado, sem ter a preocupação com scripts e dead lines. Só nós.
Onde quer que estivéssemos, ela me acordaria com sua voz suave, dizendo: “Bon jour, my love.” Dividiríamos o mesmo jornal. Ensinaria a ela o português e Chriqui faria o mesmo comigo com o inglês e o francês.
Uma paixão sem lógica e globalizada. Seus cabelos, de tão luminosos e perfumados, substituiriam o meu abajur semi-quebrado e o incenso. Dariam vida nova ao meu quarto. Ali, à meia luz, dançaríamos ao som de Against The World, de Robin Thicke e, mais tarde, eu cantaria para ela Ciclo, de Jorge Vercilo, no bar mais movimentado de Porto Alegre.
Assistiríamos Dominique Van Hulst, interpretando Heaven, em performance única no Teatro do Sesi. Humildemente, sentaríamos ao lado do Gigante, a fim de curtir o pôr do Sol ímpar da Capital.
Futebol aos sábados ficaria em segundo plano, fugas até à Cidade Baixa seriam mais freqüentes e os amigos ao redor representariam o essencial no nosso mundo. Em suma, seríamos como Fernanda e Rodrigo, Rachel e Ross, a princesa e o plebeu, a atriz e o estagiário. Tudo por Emmanuelle.
Mas enquanto nada disso acontece, tento esquecer por hora a minha canadense favorita. “Quem sabe em outra vida?”, me questiono esperançoso. Acordo de um sonho quase sem fim e sem fronteiras.
Respiro fundo. Concentro-me nas brasileiras, mais especificamente, nas porto-alegrenses. Agora, me dou conta que as palavras ditas até aqui de nada serviram. A paixão não se explica, se vive. E assim será da próxima vez que encontrá-la.
[...] primeiro lugar pertence a minha paixão. Uma intimidade que compartilhei com vocês em dezembro de 2007. Quem lidera a lista das mulheres mais desejadas do mundo é Morena e atende pelo nome de [...]
Por: Supremacia Sem Fronteiras « Falando Nisso Luiz… em 20/02/2010
às 21:36