Publicado por: Luiz Felipe | 05/06/2009

Morenas. Uma questão de bom senso

Tenho o costume de conversar com o Homem das boas e más notícias, que sempre faz uma afirmação seguida da palavra “fato”, com a intenção de dar ênfase a sua opinião. Pois hoje é a minha vez de externar a minha sentença e imitar o meu amigo. As Morenas comandam. Fato. Desconheço o verdadeiro motivo desta dominação, mas consigo enxergar algumas pistas, senão vejamos. A Loiríssima Vera Fischer, um exemplo de mulher segundo o Faustão. Há alguns anos era uma das musas da TV brasileira. Antes, encarnava papéis importantes nas novelas e nos dias atuais está retida a personagens secudários, portanto, sem muitas falas.

Na escala do sex appeal, ela foi substituída brilhantemente por Helena Ranaldi, que hoje vem a ser uma das coroas mais desejadas entre homens de 25 a 45 anos. Não fiz pesquisa para fundamentar o que afirmo, porém, aposto que 90% dos homens que abriram os links disponíveis preferem a Morena. Talvez a comparação tenha sido infeliz. Mais do que isso. Talvez o tempo tenha derrubado Verinha, contudo, o que quero dizer é que as Loiras não se renovaram. Ruy Carlos Ostermann, do alto de sua sabedoria catedrática, diria que as Loiras precisam de uma readequação tática para se igualar às Morenas. Paulo Sant’Ana absorveria a consideração do Professor e ousadamente a completaria assim: “E esta readequação Ruy…(retomando o fôlego)…não viria através de Celso Roth”.  

Saindo do Sala de Redação, confesso que é preciso ser um pouco noveleiro para lembrar que as três últimas novelas das oito – Duas Caras, A Favorita e Caminho das Índias – tiveram e têm como destaque Morenas. A primeira trazia Flávia Alessandra como Alzira, dona de casa/stripper, que causou furor nacional. Atraiu mulheres comuns para uma nova arma de sedução: o pole dance. Em A Favorita, tínhamos Cláudia Raia como uma das protagonistas. Ela dividia as atenções com Patrícia Pillar, mas vamos combinar que o homem de sorte nessa história toda é Edson Celulari, e não Ciro Gomes. Atualmente, em Caminhos das Índias, temos a exótica Maya, interpretada por um dos termos mais perigosos e avassaladores da internet: Juliana Paes.

Tudo isso é verdade, mas analisemos dados mais palpáveis, fora do mundo da ficção. Notem que nos últimos oito anos o Brasil mandou para o concurso Miss Universo sete morenas. A saber: Thaiza Thomsen (2002); Gislaine Ferreira (2003); Fabiane Niclotti (2004); Rafaela Zanella (2006); Natália Guimarães (2007); Natália Anderle (2008) e Larissa Costa (2009). Desse timaço de beldades, a exceção foi a catarinense Carina Beduschi (2005). Apenas uma mísera Loira. Transfiro tudo isso para minha humilde realidade de bares, faculdade, aniversários, estágios e vejo que em minha vida estou cercado por Morenas, a começar pela minha mãe. Morenas negras, jambo, brancas, de cabelo liso, encaracolado, baixinhas, altas, de Três Passos e até as de Cachoeirinha estão tomando conta de mim.

Lembro dos amigos que namoram ou namoraram e só dá mulheres de cabelos escuros. Até meu presidente, nórdico, alto, de olhos azuis foi envolvido por uma Morena, dona de um certo sorriso. Então, o que há com as Loiras? Elas já não protagonizam mais os sonhos masculinos? Penso que de tanto se julgarem inatingíveis se acomodaram e precisam acordar imediatamente. Façam uma reunião, descubram os seus defeitos e explorem as suas virtudes. Em suma, não sejam fazidas. Saiam à noite, perfumem-se para conquistar e não para ignorar, porque as Morenas estão vencendo esta queda de braço. E aqui vai um aviso de quem respirava Carolina Dieckman e, atualmente, deseja somente Paola Oliveira. 

E alguém lá do fundo pode perguntar: “E as ruivas?”. As ruivas – pobrezinhas – estão no limbo. Não querem ser Loiras, mas ainda acham que não têm capacidade para se transformarem em Morenas. Sim porque, para ser Morena é necessária uma transformação. É uma nova personalidade que deve ser assumida. Já para tornar-se Loira, a mulher precisa apenas de tempo e de uma embalagem de Wellaton. Claro, considero, de forma arrogante, que toda mulher foi Loira uma vez na vida, quando errou a questão mais fácil da prova de História, em algum lugar do Ensino Fundamental.

Não se ofendam. Foi apenas uma brincadeira. E que fique bem claro, não se trata de burrice. A imagem criada por Gabriel, O Pensador já não tem valor algum. Na verdade, os homens estão cada vez mais cercados de bom senso. Sim…Ok, outros mais, outros menos, mas no geral é o que vem acontecendo. Agora, preciso terminar este texto. Tenho um encontro com uma Morena e posso dizer apenas uma coisa a respeito desse compromisso: As únicas Loiras que nos farão companhia serão Polares, Bohemias ou Patrícias. Estarei lá, como todos os outros, praticando o meu bom senso.


Respostas

  1. Belo, aliás, belíssimo texto, Luiz Felipe.
    Gostaria de ressaltar um porém. As loiras não se renovam? Te tasco dois esquecimentos teus: a Joss Stone e a Scarlet Johansen (a escrita deve tá errada, o que valeu foi a intenção).

    Embora respeite a tua opinião gostaria de deixar claro que o negócio é viver em um mundo sem preconceitos. Loiras, morenas, ruivas. Que vivam em paz e amor – e comigo, de preferência. =)

    abraço

  2. Luiz adorei o teu texto e não é só pq sou morena…
    Bjuss

  3. Adorei seu texto! E como falaste ao Tiago, que loiras, morenas e ruivas vivam em paz, bem teu texto expressa uma opinião(ou opiniões), sugestões, e isso, foi o que tornou seu texto interessante, não falaste apenas de gosto ou mostraste algumas situações só por mostar, para falar mal de loiras ou ruivas, falaste e demonstraste o “porque”, não que alguns homens também não prefiram loiras ou ruivas, no entanto, realmente há morenas belíssimas, assim,
    como loiras e ruivas. Bem, eu sou loira, e na verdade já quero fiacar morena havia muito tempo, não porque não goste de ser loira, gosto muito de ser loira, mas também acho ser morena lindo, e antes mesmo de ser loira, eu já queria muito ser morena, meu cabelo era loiro e depois ficou castanho claro, neste momento foi que eu fiquei loira, é verdade que de certo modo “mudamos” de personalidade, loira quando passa, falam logo “ô loirinha”, sempre nos ressaltando por nosso cabelo, é meio estranho porque quando se é morena, já não vão logo falar “loirinha”, às vezes até esquecemos que não estamos mais loiras(e até mesmo quando éramos morenas e ficamos loiras, quando falam”loira” vemos sim bastante diferença, “caramba agora eu estou loira”) em alguns casos também temos que mudar um pouquinho o guarda roupa, para algumas peças combinarem mais e assim destacar o cabelo, e volto a falar e concordar com você, virar morena requer mudar, nem que seja um pouco, a personalidade.

  4. Fazia tempo que não visitava esse blog.
    Enfim, as férias chegaram e me deparo com esse texto divino! Tenho apenas que agradecer tão belas palavras acerca de nós morenas! Amei e, obviamente, divulguei! Hehehehe.
    De maneira simples mas belíssima tuas palavras tocaram as “Divas” na plenitude de sua morenice.
    E mais: renderam uma indicação em nosso blog!

    Bjos

  5. [...] isto nada tem a ver com gosto, momento ou fetiche, é uma simples questão de bom senso. [...]


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