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		<title>Labirinto</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 21:32:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Impressões do dia-dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Senhores, a verdade é que comecei a construir esse texto muito antes de conhecê-la. Ele sempre esteve comigo, dentro da minha cabeça, mas nunca foi para o papel. Nunca houve um acordo entre coração e mente que resultasse no entusiasmo que hoje carrego para escrevê-lo. A inspiração também jamais havia aparecido com tamanha força, mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=678&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Senhores, a verdade é que comecei a construir esse texto muito antes de conhecê-la. Ele sempre esteve comigo, dentro da minha cabeça, mas nunca foi para o papel. Nunca houve um acordo entre coração e mente que resultasse no entusiasmo que hoje carrego para escrevê-lo. A inspiração também jamais havia aparecido com tamanha força, mas ela fez questão de mudar isso. </strong></p>
<p><strong>Esse texto sempre esteve acostumado a ser dedicado a alguém que eu não conhecia o nome, o endereço e os sonhos. Pois bem, agora que os conheço, é aí que ele começa a tomar forma e a ganhar vida. E entre verbos, artigos e adjetivos, ele está completamente cercado de convicção, que não pode estar sozinha e nem terminar com o ponto final.</strong></p>
<p><strong>Ora, ela e eu sabemos que a exclamação marca o fim, porém, ao mesmo tempo, anuncia o começo de uma nova rodada para essa competição de surpresas que sem querer estabelecemos dentro do nosso relacionamento. Uma corrida frenética para ver quem surpreende mais e melhor.</strong></p>
<p><strong>Aos desavisados, fica a explicação: nem ela, nem eu ganhamos. Quem ganha e se fortalece é esse nosso sentimento. Acredito que não podemos dar a ele a chancela de surpresa. Na minha visão, ele é forjado por méritos, ações e reações. Nada é por acaso. Seis meses juntos não são frutos do acaso.   </strong></p>
<p><strong>Seis meses com ela é algo que sempre sonhei. Um conjunto de acontecimentos divinos que sempre foram protagonizados pelo sorriso e pela meiguice dela. O seu carinho me conforta como um berço conforta um bebê. Ele me leva até o ponto de embarque para um mundo do qual eu sempre quis fazer parte. Viajo em segurança, como ela bem sabe, através do olhar.</strong></p>
<p><strong>O destino é ela quem sabe. Já disse que a direção a não é minha. E por ela quero ser levado e trazido. Eu sou apenas o coadjuvante nessa história toda. Privilegiado, é verdade, por ter tido a sorte de contracenar com a estrela mais bonita da companhia.</strong></p>
<p><strong>A impressão que tenho é que saudade alcançou um outro nível com a tua chegada. Na tua ausência, Ale, o que eu sinto não é recomendável para ninguém, é insalubre, uma saudade sem cabimento, mas é a minha saudade. Ela é forte, perfeitamente de acordo com aquilo que tu representa para mim.</strong></p>
<p><strong>A cada dia contigo me perco ainda mais no labirinto da felicidade, onde o objetivo é permanecer perdido. Aos que se sensibilizarem com a minha situação, vai o aviso: não tentem me resgatar. Já estou salvo, ALEgre e seguro. Por isso, a porta de saída é a última coisa que quero encontrar. </strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/falandonissoluiz.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/falandonissoluiz.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/falandonissoluiz.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/falandonissoluiz.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/falandonissoluiz.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/falandonissoluiz.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/falandonissoluiz.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/falandonissoluiz.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/falandonissoluiz.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/falandonissoluiz.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/falandonissoluiz.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/falandonissoluiz.wordpress.com/678/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/falandonissoluiz.wordpress.com/678/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/falandonissoluiz.wordpress.com/678/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=678&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Três desejos e mais um</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Dec 2010 00:05:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantasias do coração]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[Admito. Não sei como, mas começou. De um jeito tão natural que até alguns romancistas ficariam com dúvidas e talvez descartassem um rascunho tão promissor. É isso que tenho: um rascunho. Não está pronto, é uma obra em construção. Quero, acima de tudo, desvendar, página por página, a espécie de romance que estou desenvolvendo. Lendo com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=645&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>A</em>dmito. Não sei como, mas começou. De um jeito tão natural que até alguns romancistas ficariam com dúvidas e talvez descartassem um rascunho tão promissor. É isso que tenho: um rascunho. Não está pronto, é uma obra em construção. Quero, acima de tudo, desvendar, página por página, a espécie de romance que estou desenvolvendo.</strong></p>
<p><strong><em>L</em>endo com atenção, percebi que estava diante de algo bom, algo que julguei ser precioso. O coração palpitou. O pensamento foi longe e a criatividade que antes estava em falta, transbordou. Não reconheceu limites. Acho que era assim que o Superman se sentia quando levantava voo, tendo as nuvens como companheiras.</strong></p>
<p><strong><em>E </em>sem super poderes e sem a capa vermelha, lembro da primeira vez em que comecei a levitar. Ela diz que não, mas trocávamos olhares desde sempre. Eu não tinha pudor algum em fazê-lo. Ainda que não conversasse com ela, parecia que cada encontro no corredor representava um aviso de que a minha fortuna estava próxima.</strong></p>
<p><strong><em>S</em>ei que perdi tempo demais até o primeiro “oi”. Imaginava situações, ensaiava falas, comentava com os amigos, no entanto, nada acontecia. Graças ao meu grilo falante, a hesitação virou convicção e quando dei por mim estava fingindo um diálogo no celular para abordá-la no momento certo.</strong></p>
<p><strong><em>S</em>em pestanejar eu fui atrás dela e, nos minutos seguintes, a coragem se sobressaiu e eu pude passar incólume pelo primeiro frio na barriga. Durante o contato, a meiguice com a qual ela me recebeu foi sublime. O sorriso foi carro-chefe de todos as qualidades que ela apresentou. Ali, naquela parada de ônibus, pude entender o conceito de harmonia, que só a beleza dela soube como me explicar.</strong></p>
<p><strong><em>A</em> partir daí, fui tomado por um sentimento difícil de ser contido. Naquela altura, a conquista para mim já não era uma hipótese, ganhou ares de dever. Com naturalidade, chegamos a um estágio em que já não havia mais espaço para os pontos de interrogação, somente para os de exclamação.</strong></p>
<p><strong><em>N</em>unca pensei que poderia, mas eu, que estava acostumado a construir através de posts capítulos da fantasia, quero me despedir dessa tarefa ingrata. Preciso correr na direção oposta e buscar subsídios para escrever fascículos que estejam próximos da felicidade.</strong></p>
<p><strong><em>D</em>oce rotina. Com essa menina por perto, imagino que em dias de inverno essa tal felicidade vai me aquecer. Nas noites de verão, ela será a brisa perfeita que vai refrescar a minha alma e me dizer ao pé do ouvido que sou um privilegiado.  </strong></p>
<p><strong><em>R</em>ecordarei os momentos em que cogitei cumprimentá-la porque são essenciais. Memórias que passam pelo primeiro olhar e se estendem até os abraços que marcam os nossos reencontros, conforto ideal do qual não quero me desvencilhar.</strong></p>
<p><strong><em>A</em>ssim, mantenho essas reminiscências caso a saudade invente de aparecer. É um velho artifício, um remédio caseiro, que comprova sua eficácia quando bem utilizado.</strong></p>
<p><strong>Agora, a impressão que tenho é que ela é o sopro de vida que eu precisava, algo que busquei sem sucesso em outros lugares que me proporcionaram nada mais do que aprendizado. </strong></p>
<p><strong>Acredito que ela seja três desejos e mais um: meu tesouro, minha alegria, minha paz e minha segurança. Pedidos que nem o Gênio da lâmpada poderia realizar. </strong><strong>Por hora, é tudo que sinto porque a descoberta continua.       </strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/falandonissoluiz.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/falandonissoluiz.wordpress.com/645/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/falandonissoluiz.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/falandonissoluiz.wordpress.com/645/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/falandonissoluiz.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/falandonissoluiz.wordpress.com/645/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/falandonissoluiz.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/falandonissoluiz.wordpress.com/645/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/falandonissoluiz.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/falandonissoluiz.wordpress.com/645/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/falandonissoluiz.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/falandonissoluiz.wordpress.com/645/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/falandonissoluiz.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/falandonissoluiz.wordpress.com/645/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=645&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Greve para os DJs</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 22:47:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Impressões do dia-dia]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem por aí que DJ é aquela pessoa que seleciona e roda as mais diferentes composições para um determinado público alvo em danceterias, clubes ou boates. Em território brasileiro, o primeiro profissional que recebeu essa denominação foi Osvaldo Pereira, conforme o livro “Todo DJ já Sambou &#8211; A história do disc-jóquei no Brasil”   Pereira, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=634&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dizem por aí que DJ é aquela pessoa que seleciona e roda as mais diferentes composições para um determinado público alvo em danceterias, clubes ou boates. Em território brasileiro, o primeiro profissional que recebeu essa denominação foi Osvaldo Pereira, conforme o livro “<em>Todo DJ já Sambou &#8211; A história do disc-jóquei no Brasil” </em> </strong></p>
<p><strong>Pereira, no entanto, não sabia que o seu trabalho e a sua arte, por assim dizer, alcançariam um nível diferente e chegariam a um local inusitado: o ônibus. Sim, agora temos DJs nos ônibus. Não sei dizer nas outras capitais, mas aqui em Porto Alegre eles estão vivos e bem. A faixa de idade varia entre 15 a 20 anos.</strong></p>
<p><strong>Esqueçam os pick ups, os mixers e os vinis, agora os DJs da nova geração trabalham com apenas uma peça: o celular. E, vejam bem, não estou falando de evolução, mas sim de um retrocesso.</strong></p>
<p><strong>Aqueles homens, que entram em cada condução vendendo balas, doces, cartões com poesias ou adesivos agora deveriam oferecer um artigo diferente: os fones, material indispensável para qualquer DJ que tenha uma razoável reputação. No entanto, isso não tem acontecido.</strong></p>
<p><strong>Os passageiros que deveriam dançar, sofrem. Sofrem com péssimo gosto musical, com as batidas repetidas do funk e os pagodes fora de hora. Cada um com seu cada qual, mas ainda torço, sinceramente, para que os DJs da nova geração, como toda classe, entrem em greve. Definitiva.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/falandonissoluiz.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/falandonissoluiz.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/falandonissoluiz.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/falandonissoluiz.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/falandonissoluiz.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/falandonissoluiz.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/falandonissoluiz.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/falandonissoluiz.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/falandonissoluiz.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/falandonissoluiz.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/falandonissoluiz.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/falandonissoluiz.wordpress.com/634/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/falandonissoluiz.wordpress.com/634/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/falandonissoluiz.wordpress.com/634/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=634&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um ciclo que se renova</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 04:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teses Instantâneas]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é desdém e tampouco ignorância da nossa parte. Quando dizemos a vocês mulheres que precisamos ir ao futebol é porque não temos mais condições de contrariar a nossa natureza. Faz parte do nosso instinto e aparece com mais vigor naqueles que são fãs do esporte. Entendam meninas, o futebol é uma oportunidade ímpar de aliviar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=627&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Não é desdém e tampouco ignorância da nossa parte. Quando dizemos a vocês mulheres que precisamos ir ao futebol é porque não temos mais condições de contrariar a nossa natureza. Faz parte do nosso instinto e aparece com mais vigor naqueles que são fãs do esporte.</strong></p>
<p><strong>Entendam meninas, o futebol é uma oportunidade ímpar de aliviar o stress, de colocar em ordem os pensamentos sobre o trabalho, o futuro e inclusive sobre vocês. Nós discutimos a relação ali, com a bola. Ela, assim como vocês garotas, também gosta de teimar.</strong></p>
<p><strong>Teima em não entrar no gol, teima em escapar do nosso alcance quando mais precisamos dela. Teima em ficar com o cara errado, mesmo que esse não dedique a ela carinho. Mas a verdade é que com talento tudo se ajeita.</strong></p>
<p><strong>Vejam bem, até na derrota, uma partida de futebol satisfaz. O tempo nos diz isso e acabamos aprendendo que vencer nem sempre é tudo. Ali, dentro das quatro linhas, estreitamos relações, rimos do perna de pau e rimos de nós mesmos.</strong></p>
<p><strong>Praticar esse esporte é terminar, nem que seja por uma hora, com as nossas frustrações. É o momento de eternizar a nossa vitória nem que seja com apenas uma dividida. É a hora de anular o oponente, elidir o oportunista e aproveitar a oportunidade.</strong></p>
<p><strong>É saber combinar ousadia com humildade. Evitar a arrogância e driblar a preguiça. Levar a dedicação a outro patamar. Futebol conserta tudo, especialmente amizades. Em 90 minutos podemos resolver diferenças que numa conversa demoraríamos uma vida para fazê-lo.</strong></p>
<p><strong>Esse esporte é celebração, é sedutor, é um debate, com réplica, tréplica, mediador e tempo para terminar. Tem politicagem e roubalheira. Pertence à sorte, à competência, às vezes, aos dois, mas, sobretudo, o futebol é inesquecível. Um ciclo que se renova no instante em que tocamos na bola.    </strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/falandonissoluiz.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/falandonissoluiz.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/falandonissoluiz.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/falandonissoluiz.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/falandonissoluiz.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/falandonissoluiz.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/falandonissoluiz.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/falandonissoluiz.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/falandonissoluiz.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/falandonissoluiz.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/falandonissoluiz.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/falandonissoluiz.wordpress.com/627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/falandonissoluiz.wordpress.com/627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/falandonissoluiz.wordpress.com/627/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=627&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Minha Kriptonita</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 01:53:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantasias do coração]]></category>
		<category><![CDATA[Famecos]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[A história que vou contar não traz boas recordações. Foram muitos momentos de insegurança e incerteza até para um herói como eu. Perdi a identidade e a coragem no processo. Alegria nesta fábula nunca atingiu seu sentido completo. Gostaria que o destino tivesse escrito ao menos um parágrafo, inspirado na conquista e na glória, mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=610&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A história que vou contar não traz boas recordações. Foram muitos momentos de insegurança e incerteza até para um herói como eu. Perdi a identidade e a coragem no processo. </strong></p>
<p><strong>Alegria nesta fábula nunca atingiu seu sentido completo. Gostaria que o destino tivesse escrito ao menos um parágrafo, inspirado na conquista e na glória, mas não foi assim.</strong></p>
<p><strong>A matéria a seguir teve como pauta uma palavra de quatro letras, cuja cartola não poderia ser outra senão a da tragédia. </strong></p>
<p><strong>A ela foi destinada a alcunha de especial, embora trouxesse consigo algo tão velho e inoportuno como o drama.    </strong></p>
<p><strong>Porém, muito antes dele veio a paixão. O lead perfeito da vida. Sempre amparado pela admiração desenfreada e por elogios com proporções inimagináveis. Essa poesia silenciosa habitou meu pensamento por um bom tempo.</strong></p>
<p><strong>A protagonista desse encanto nem imaginava a força que tinha. Lembro que a subestimavam pelo seu tamanho, mas eu não. Foi por ela e pela sua graça que levei o ato de ser criativo a um plano superior. </strong></p>
<p><strong>Não sabia que dentre todas as minhas habilidades estava a capacidade de transformar uma garota comum em musa da mitologia grega. Pois foi o que fiz. </strong></p>
<p><strong>E nem precisei voar até a zona Sul – seu lugar de origem &#8212; para descobrir seu passado. Graças ao incentivo do meu Editor-Chefe consegui uma entrevista exclusiva. </strong></p>
<p><strong>Apurei o seu histórico e tracei o perfil. Ali, naquele bendito prédio sete, no <a href="http://farm4.static.flickr.com/3133/2851375349_1864e9805b_o.jpg" target="_blank">nosso Daily Planet</a>, redigi o meu primeiro grande texto.</strong></p>
<p><strong>Enquanto alguns demonstravam satisfação pela nota alcançada, eu almejava mais. A reportagem parecia muito boa para terminar ali.  </strong></p>
<p><strong>Por isso, eu precisava de mais subsídios para seguir adiante. Tomei fôlego com intenção de não perder a consciência.  </strong></p>
<p><strong>Na busca por outra abordagem descobri que sorrir para ela era um movimento involuntário do qual eu não sabia como me desvencilhar. </strong></p>
<p><strong>Olhar – um dos verbos permitidos para conjugar &#8211;, era um hábito que eu só poderia perder na base da superação.</strong></p>
<p><strong>Apesar do esforço, as circunstâncias não me favoreceram. Volta e meia, eu era alvejado por uma indiferença avassaladora, curada pela pílula do esquecimento ou por um sorriso inesperado, milagrosamente direcionado para mim. </strong></p>
<p><strong>Ainda que fosse pouco, eu comemorava, celebrava com a Liga da Justiça o surgimento de cada gesto positivo.  </strong></p>
<p><strong>Mas não se enganem com o fato, porque os desdobramentos não foram dos melhores. A cada semestre que se desenhava, eu enxergava a intimidade cada vez mais longe. </strong></p>
<p><strong>Perdi a manchete e a linha de apoio informava apenas uma coisa: ilusão. </strong><strong>Apesar de ter superado tudo isso, ainda me lembro perfeitamente do que pensava sobre esta garota. </strong></p>
<p><strong>É uma metáfora simples que o passado agora guarda com carinho. Dentro de mim crescia o sentimento de que eu era um Superman sem poderes e sem capa vermelha. </strong></p>
<p><strong>Aliás, a única semelhança entre o homem de aço e eu é que somos jornalistas, pois não uso óculos, não tenho visão raio X e meu sobrenome não é Kent. </strong></p>
<p><strong>No entanto, nessa história em quadrinhos do mundo real, o medo parecia ser a minha kriptonita e ela costumava ser a minha Lois Lane.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/falandonissoluiz.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/falandonissoluiz.wordpress.com/610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/falandonissoluiz.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/falandonissoluiz.wordpress.com/610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/falandonissoluiz.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/falandonissoluiz.wordpress.com/610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/falandonissoluiz.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/falandonissoluiz.wordpress.com/610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/falandonissoluiz.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/falandonissoluiz.wordpress.com/610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/falandonissoluiz.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/falandonissoluiz.wordpress.com/610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/falandonissoluiz.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/falandonissoluiz.wordpress.com/610/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=610&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Em Veneza para o Carnaval</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 21:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantasias do coração]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Veneza]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Manhã de fevereiro. Estava farto do suposto romantismo de Paris e da acinzentada Londres, tantas vezes o assunto favorito de acadêmicos abonados. A Rainha Elizabeth II que me perdoe, mas eu precisava viajar novamente e dessa vez não pretendia tomar o precioso chá das cinco. Dinheiro e tempo não constavam como problemas. Não sei dizer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=576&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Manhã de fevereiro. Estava farto do suposto romantismo de Paris e da acinzentada Londres, tantas vezes o assunto favorito de acadêmicos abonados.</strong></p>
<p><strong>A Rainha Elizabeth II que me perdoe, mas eu precisava viajar novamente e dessa vez não pretendia tomar o precioso chá das cinco. Dinheiro e tempo não constavam como problemas.</strong></p>
<p><strong>Não sei dizer se o que me faltava era uma nova companhia ou um lugar adequado, que me fizesse buscar conforto longe dos amigos pelo término do meu namoro, quase noivado. Agora vejo claramente que não deveria ter entrado naquela joalheria.</strong></p>
<p><strong>Errei ao criar esperanças através da vitrine e acreditar que uma medida extrema poderia salvar um sentimento obsoleto. Precipitação e tolice em um só coração. Tinha muito a aprender, só eu não sabia.</strong></p>
<p><strong>A verdade, suponho, morava na minha incapacidade de distinguir o salto perfeito de um salto qualquer, tal como Mário Roberto fizera com habilidade exemplar em muitas oportunidades. Jamais imaginei que os Manolo Blahnik e os Christian Louboutin que comprei para ela pudessem se voltar contra mim.</strong></p>
<p><strong>A fuga de uma decepção deste calibre não estava na comodidade do meu apartamento, agora vazio, ou no trabalho, fonte perfeita do meu crescimento pessoal. E pensar que há seis meses tudo tinha seu lugar. Imaginava fazer a ela um convite para eternidade.</strong></p>
<p><strong>De aliança no dedo, a realização estaria a caminho e pousaria em segurança a qualquer minuto. Mas na verdade esse avião nunca aterrissou. Permanece nas nuvens, como um sonho, certamente direcionado para outro destino, bem longe do meu.  </strong></p>
<p><strong>O silêncio de casa, reservado apenas para me conferir concentração, evidenciava que eu estava sozinho e que seguir adiante era uma meta a ser cumprida. </strong></p>
<p><strong>Decidi ir para Itália com a finalidade de antecipar minha recuperação, como se fora um boleiro que procurava reabilitar-se de uma grave lesão.</strong></p>
<p><strong>Veneza me pareceu o local ideal para iniciar esse processo. Porto Alegre ficou pequena demais para nós dois. Compartilhávamos amigos e fatalmente acabaríamos nos encontrando.</strong></p>
<p><strong>Assim desembarquei na cidade italiana sem vislumbrar algo de positivo no meu futuro. Dessa forma, era difícil notar a verdadeira beleza que Veneza tinha para oferecer. Aproveitá-la ao máximo seria complicado. O meu sentimento era de que a minha fisioterapia do coração não começara bem.</strong></p>
<p><strong>Felizmente, encontrei pelo caminho uma brasileira radicada na Itália. Ao conhecer Thammys, enquanto andava pela Praça de São Marcos, pude entender a fascinação que os estrangeiros têm pela mulher brasileira.</strong></p>
<p><strong>Ruiva, de olhos azuis, o primeiro pensamento que dediquei à nova amiga foi compará-la a Ilze Scamparini. Claro, sem a sisudez que a jornalista normalmente emprega na suas matérias.</strong></p>
<p><strong>De qualquer maneira, foi ali que a minha viagem começou, ao estabelecer contato com alguém que poderia entender os meus problemas e, mais do que isso, minimizá-los. Com graça e sutileza ela foi me conquistando.</strong></p>
<p><strong>Fez de cada passeio uma desculpa para eliminar de vez as desilusões e as desventuras do passado. Comecei a enxergar um novo mundo e na primeira vez que andei de gôndola admiti em silêncio que ali estava a fisioterapeuta que eu precisava. </strong></p>
<p><strong>Num de repente eu já nem me importava com o próximo ponto turístico a ser visitado. Confundia a Basílica de São Marcos com a de São Pedro de Castello. A Ponte do Rialto era a mesma dos Suspiros.</strong></p>
<p><strong>Jamais imaginei o poder curativo das ruivas. Entendi que o segredo e a atração estavam na sua raridade.     </strong></p>
<p><strong>Thammys, tão atilada, guardava o melhor para o final. Falou de um tal carnaval de Veneza. Surpreso, disse que nem sabia a existência do evento por aquelas bandas. Mas existia.</strong></p>
<p><strong>A tradição vinha desde o século XVII e ocorria quando a nobreza se disfarçava para sair e se misturar com o povo. E nos misturamos com máscaras e roupas cuidadosamente criadas pelas companhias venezianas.</strong></p>
<p><strong>Quando dei por mim, lá estava eu na melhor festa da minha vida. A música que tocava foge da memória. Mal recordo a arquitetura que fundamentava o salão.</strong></p>
<p><strong>Já estava enriquecido culturalmente e precisava apenas perder o medo de me envolver uma vez mais. E em dez dias - tempo de duração da folia - redescobri a maravilha de conquistar e ser conquistado.</strong></p>
<p><strong>Custei a entender que deveria deixar Thammys e a Itália. A força dos compromissos não nos permitiu fazer promessas. Sem pronunciar uma só palavra entramos em acordo. </strong></p>
<p><strong>No olhar mascarado, penso termos combinado de nos encontrar quando a saudade chegar. </strong></p>
<p><strong>E no instante em que acontecer, senhores, fugirei das desilusões dessa vida e partirei para a Europa. Estarei em Veneza para o carnaval.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/falandonissoluiz.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/falandonissoluiz.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/falandonissoluiz.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/falandonissoluiz.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/falandonissoluiz.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/falandonissoluiz.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/falandonissoluiz.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/falandonissoluiz.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/falandonissoluiz.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/falandonissoluiz.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/falandonissoluiz.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/falandonissoluiz.wordpress.com/576/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/falandonissoluiz.wordpress.com/576/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/falandonissoluiz.wordpress.com/576/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=576&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mário Roberto</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 02:47:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Um conhecido nosso]]></category>
		<category><![CDATA[Fetiche]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[parcerias]]></category>

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		<description><![CDATA[Em mais uma quarta-feira da minha vida, eu aguardava pelo ônibus na Avenida Salgado Filho. Pretendia retornar para casa, depois de um encontro surpreendentemente indolor com meu dentista. O Centro, como sempre, funcionava a toda naquela manhã. Eu não estava com pressa. A surpresa do dia chegaria dali a cinco minutos, pouco antes da condução. Quando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=567&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Em mais uma quarta-feira da minha vida, eu aguardava pelo ônibus na Avenida Salgado Filho. Pretendia retornar para casa, depois de um encontro surpreendentemente indolor com meu dentista. </strong><strong>O Centro, como sempre, funcionava a toda naquela manhã. </strong></p>
<p><strong>Eu não estava com pressa. A surpresa do dia chegaria dali a cinco minutos, pouco antes da condução. Quando vi Mário Roberto, um velho conhecido do Lindóia, confesso que de primeira não o reconheci. </strong></p>
<p><strong>Precisei o ouvir o meu apelido da época para que o estalo viesse e me levasse a dizer o nome completo de um dos maiores contadores de história da Lasar Segall.</strong></p>
<p><strong>O cara não havia mudado. Por muitas vezes paramos para conversar na esquina da nossa rua, sempre na companhia de pelo menos dois ouvintes. </strong><strong>Os assuntos podiam ser dos mais fúteis até os mais sérios. </strong></p>
<p><strong>Geralmente, o encontro ocorria no cair da tarde, com encerramento por volta das 21h, quando não havia o segundo tempo, destinado aos temas mais delicados.</strong></p>
<p><strong>De qualquer forma, por ter três anos a mais que o restante do grupo, Mário Roberto, invariavelmente, trazia nas suas crônicas da vida real algum aprendizado.</strong></p>
<p><strong>Exatamente por isso apelidamos a reunião esporádica de “hora da reflexão”. Acreditem ou não amadurecíamos com aquilo. Era como se fosse uma aula para construir o caráter. Rapidamente questiono Mário a respeito da vida e o que vinha fazendo. </strong></p>
<p><strong>Descubro que terminava o curso de Direito, mas a manchete do momento era o seu noivado recente. Não pude deixar escapar e emendei. “E enganaste quem dessa vez?”. Ele riu porque sabia das aventuras do passado. </strong></p>
<p><strong>Casos onde eu precisei criar álibis em sequência e depois, como um relações públicas, alertar as meninas do bairro de que o meu amigo deixara de ser um mentiroso. “Esse tempo passou Felipe. Não há mais espaço para isso. Encontrei o salto perfeito”, afirmou. </strong></p>
<p><strong>&#8211; Meu Deus do céu – balbuciei.</strong></p>
<p><strong>Explico. Para nós homens, ditos normais, com fetiches ainda guardados na memória, isso representa que Mário Roberto encontrou a garota perfeita. </strong></p>
<p><strong>No mundo dele, no entanto, tudo se resumia aos sapatos de uma mulher. Sendo bem específico, aos saltos altos. </strong><strong>Não escondia isso de ninguém.</strong></p>
<p><strong>Ele classificava senhoritas entre indesejáveis, desejáveis e espetaculares apenas olhando para os pés. Não sei de que lugar tirou essa mania e muito menos sei quando virou febre. </strong></p>
<p><strong>O que para a maioria dos homens é um acessório, para Mário Roberto era essencial. Tinha problemas sérios.</strong></p>
<p><strong>O seu magnetismo por saltos diminuía a atração por sorrisos, confundia a sua preferência entre morenas e loiras e às vezes reduzia o olfato para perfumes. Incrível. </strong></p>
<p><strong>Sabia que, caso avistasse uma menina com salto alto, teria que obrigatoriamente falar com ela. Ainda que fosse uma bobagem desprovida de criatividade. Azar.   </strong></p>
<p><strong>Admirava, sobretudo, a combinação dos pés bem tratados com o salto. Sentia-se uma criança vendo aquele mini tobogã colorido repleto de possibilidades.</strong></p>
<p><strong>Durante uma dança, se pisasse nos sapatos da garota, considerava sacrilégio, motivo para autoflagelo no banheiro do bar ou casa noturna.  </strong></p>
<p><strong>Embora não entendesse a razão para tal gosto, eu começava a encontrar fundamento nos delírios de Mário Roberto.</strong></p>
<p><strong>Claro que, volta e meia, como um grilo falante, eu fazia questão de lembrar meu amigo que mulheres com rasteirinhas poderiam ser interessantes.</strong></p>
<p><strong>&#8211; Nahhhh – ele dizia.</strong></p>
<p><strong>O homem, teimoso, acreditava piamente que tudo começava por um salto bem colocado, bem abraçado nos pés delicados de qualquer dama. </strong></p>
<p><strong>Admitia conversar com a guria depois que dedicasse, pelo menos, cinco segundos ao salto da moça. Aos mais belos e evoluídos destinava o dobro do tempo.</strong></p>
<p><strong>E graças a eles perdeu diversas vezes o ônibus para casa, o que se configurava num problema para quem ainda não tinha carro e residia na Zona Norte.   </strong></p>
<p><strong>Não gostava de ouvir os amigos afirmarem que o salto alto provocou a derrota do seu time do coração. Para ele, o salto alto ganhava jogo. </strong></p>
<p><strong>Funcionava como motivador dos atacantes da noite e ponto final. E esse discurso &#8211; só depois descobri &#8211; veio das tantas madrugadas em que Mário assistia <em>Sex and the City.</em></strong></p>
<p><strong>O indivíduo ignorava de vez o <em>Sexytime </em>e utilizava sua Net pirata para assistir as aventuras de <a href="http://seriados.hdfree.com.br/images/carrie1.jpg" target="_self">Carrie Bradshaw </a>e suas amigas em Nova Iorque. </strong></p>
<p><strong>Nada contra. Algum motivo tinha. Para mim era no mínimo curioso, mas compreensível, desde que tu assistas até cinco episódios. Mais do que isso seria constrangedor.  </strong></p>
<p><strong>A grande verdade estava implícita, naquilo que Mário Roberto não deixava transparecer. Esqueceu a futilidade do objeto e transformou o salto alto em símbolo. Não mais um simples tópico da sedução.</strong></p>
<p><strong>Enxergava nos sapatos femininos uma insígnia, que demarcava a existência da trinca de ouro numa mulher: confiança, personalidade e ousadia. </strong></p>
<p><strong>E tudo isso, agora, estava desvendado na sua noiva, Ariane.    </strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/falandonissoluiz.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/falandonissoluiz.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/falandonissoluiz.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/falandonissoluiz.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/falandonissoluiz.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/falandonissoluiz.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/falandonissoluiz.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/falandonissoluiz.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/falandonissoluiz.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/falandonissoluiz.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/falandonissoluiz.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/falandonissoluiz.wordpress.com/567/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/falandonissoluiz.wordpress.com/567/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/falandonissoluiz.wordpress.com/567/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=567&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Diva Perdida</title>
		<link>http://falandonissoluiz.wordpress.com/2010/03/06/a-diva-perdida/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 03:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantasias do coração]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo de muito longe. Diretamente do tempo em que saudade era uma palavra inofensiva de três sílabas, sempre menosprezada pela nossa relação. Conforme o nosso Aurélio, uma fatalidade, endereçada somente aos desavisados que vislumbram a paixão como única ponte perfeita entre mulheres e homens.    Estavam errados. Nós descobrimos como contrariar essa lógica desde cedo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=538&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Escrevo de muito longe. Diretamente do tempo em que saudade era uma palavra inofensiva de três sílabas, sempre menosprezada pela nossa relação.</strong></p>
<p><strong>Conforme o nosso Aurélio, uma fatalidade, endereçada somente aos desavisados que vislumbram a paixão como única ponte perfeita entre mulheres e homens.   </strong></p>
<p><strong>Estavam errados.</strong></p>
<p><strong>Nós descobrimos como contrariar essa lógica desde cedo, entre reflexões, recreios e temas de casa. As apresentações ocorreram da forma mais incomum. </strong></p>
<p><strong>Fugiram aos padrões estabelecidos pela adolescência. Ali, já começávamos a criar o nosso diferencial e a trilhar um caminho que parecia fadado ao sucesso.</strong></p>
<p><strong>De um andar ao outro, vizinhos, trocamos nomes. Naquele dia não conseguimos ir adiante porque o “síndico” deu por encerrado o nosso diálogo. </strong></p>
<p><strong>Tínhamos responsabilidades estudantis para atender. O último período recém começara e as nossas professoras precisavam das turmas completas para concluir a chamada.</strong></p>
<p><strong>Já na saída, tão aguardada, sobravam pais e mochilas ansiosas para retornar aos seus lares. Oportunidade para encontros: só a partir do dia seguinte. </strong><strong>Terminar a semana com uma nova conquista, até então, não estava na minha agenda.</strong></p>
<p><strong>Porém, abdicar desta sensação seria como descartar as honrarias da melhor nota da sala, sete dias após a prova mais complexa de matemática. Algo impraticável.      </strong></p>
<p><strong>Motivado pela curiosidade te enchi de perguntas logo no primeiro contato, como se soubesse a profissão que iria escolher no futuro.</strong></p>
<p><strong>Com uma serenidade incrível, respondeste todas as questões e, ao final da conversa, concedeste o teu veredicto. </strong><strong>Felizmente fui aprovado e no trajeto até em casa ensaiava falas, na intenção singela de rever o teu sorriso.</strong></p>
<p><strong>À noite, enquanto alguns marcavam encontros de cunho amoroso pelo Mirc, nós consolidávamos a nossa afinidade, embalados pela voz de Ana Carolina. </strong></p>
<p><strong>A partir daí, disfarçados por nicknames recheados de caracteres, as madrugadas ficaram curtas, mas ainda assim foram o palco ideal para uma amizade fabulosa: a verdadeira protagonista desta história.  </strong></p>
<p><strong>A vida, no entanto, não quis saber do quão importante era esse sentimento. Colocou pedras, arquitetou obstáculos. Analisou o roteiro e notou que faltava alguma coisa: drama. </strong></p>
<p><strong>Tão esperta, nem nos consultou. Deixou que as nossas escolhas falassem por si e fez da distância a personagem decisiva desta narração.</strong></p>
<p><strong>Inevitavelmente, o nosso leque de amigos cresceu de maneira exponencial. Distraídos com as novidades, não vimos o tempo passar e desconsideramos a ideia de sermos colegas &#8211; dessa vez de universidade. </strong></p>
<p><strong>Naquele instante parecíamos um casal, sem nada em comum, legalmente divorciado. </strong><strong>Aos poucos, diante dos nossos advogados, tentamos voltar às boas, mas tudo estava esquematizado para dar errado. </strong></p>
<p><strong>Reuniões a dois, nos prédios sete e 11 jamais passaram de rascunhos, os quais a vida teve o prazer de rasgar, sob a supervisão atenta da saudade. </strong></p>
<p><strong>Eu sabia. Só podia ser ela por trás desse capítulo falacioso. Antes insignificante para nós, agora a expressão apareceu como figura altiva, metódica e maquiavélica. </strong></p>
<p><strong>Tão poderosa que, quando tentei reaver nosso relacionamento, já era tarde demais. </strong><strong>Meu último esforço foi completamente rechaçado por ti. </strong></p>
<p><strong>Um depoimento criado apenas para ser visto pelos teus olhos e depois adormecer lentamente na tua memória. Com ele, eu acreditava que poderia iniciar uma reação e mudar em definitivo o rumo dessa trama.</strong></p>
<p><strong>Não precisei ouvir o barulho do martelo para desvendar que fui condenado, sem direito a recurso ou apelação. Hoje me encontro recluso, tendo a lembrança como única e pobre companheira. </strong></p>
<p><strong>A coragem que possuo é insuficiente até para dar um simples telefonema, mas vou melhorar.</strong> <strong>Ainda concebo em segredo um plano para assassinar friamente a saudade. Será um golpe seco, sem piedade. </strong></p>
<p><strong>Não quero mais permanecer como seu refém entorpecido, neste cativeiro dos sonhos. Desejo saborear a presença da minha diva em realidade, para abraçá-la e aí sim dar o grito de liberdade.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/falandonissoluiz.wordpress.com/538/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/falandonissoluiz.wordpress.com/538/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/falandonissoluiz.wordpress.com/538/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/falandonissoluiz.wordpress.com/538/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/falandonissoluiz.wordpress.com/538/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/falandonissoluiz.wordpress.com/538/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/falandonissoluiz.wordpress.com/538/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/falandonissoluiz.wordpress.com/538/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/falandonissoluiz.wordpress.com/538/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/falandonissoluiz.wordpress.com/538/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/falandonissoluiz.wordpress.com/538/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/falandonissoluiz.wordpress.com/538/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/falandonissoluiz.wordpress.com/538/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/falandonissoluiz.wordpress.com/538/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=538&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Supremacia Sem Fronteiras</title>
		<link>http://falandonissoluiz.wordpress.com/2010/02/20/supremacia-sem-fronteiras/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 21:06:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Impressões do dia-dia]]></category>
		<category><![CDATA[Dominação]]></category>
		<category><![CDATA[Loiras]]></category>
		<category><![CDATA[Morenas]]></category>

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		<description><![CDATA[E lá vamos nós de novo com esse assunto. À primeira vista, eu sei, é difícil acreditar na possibilidade de domínio das Morenas sobre as Loiras nos Estados Unidos. Ora, a terra de Marilyn Monroe, Sharon Stone, Cameron Diaz, da eterna pantera, Farrah Fawcett, jamais permitiria que as mulheres de cabelos negros tomassem o poder [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=519&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>E lá vamos nós de novo com esse assunto. À primeira vista, eu sei, é difícil acreditar na possibilidade de domínio das Morenas sobre as Loiras nos Estados Unidos. </strong></p>
<p><strong>Ora, a terra de <a href="http://riverdaughter.files.wordpress.com/2009/08/marilyn-monroe001.jpg" target="_self">Marilyn Monroe</a>, <a href="http://www.gabrielleteare.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/sharon-stone-picture-1.jpg" target="_self">Sharon Stone</a>, <a href="http://popgirl.blogtv.uol.com.br/img/image/PopGirl/2009/Maio/cameron_diaz.jpg" target="_self">Cameron Diaz</a>, da eterna pantera, <a href="http://cronicasurbanas.files.wordpress.com/2009/06/farrah-fawcett.jpg" target="_self">Farrah Fawcett</a>, jamais permitiria que as mulheres de cabelos negros tomassem o poder sobre os homens de lá. </strong></p>
<p><strong>Ledo engano. </strong><strong>Talvez tenha sido a crise econômica que fez com que as Morenas reagissem no país do Tio Sam. </strong></p>
<p><strong>Parece que até <a href="http://osirmaosbacalhau.files.wordpress.com/2009/12/hugh-hefner-plastic-surgery.jpg" target="_self">Hugh Heffner</a>, fundador da revista Playboy, está entusiasmado com as mudanças. </strong><strong>As suas coelhinhas, no entanto, não aceitaram bem a idéia de se transformarem em “Brunettes”. </strong></p>
<p><strong>Dia 20 de janeiro de 2009, data extraordinária para as Morenas norte-americanas. Naquela terça-feira, Barack Obama assumiu a presidência, consagrando a elegante <a href="http://www.riquissimos.com.br/wp-content/fotos//michelle-obama-relogio-cartier.jpg" target="_self">Michelle Obama </a>- Morena &#8211; como a primeira-dama mais poderosa do mundo.</strong></p>
<p><strong>E o Lula ainda perde tempo com a nossa simpática <a href="http://www.rodrigoloureiro.com.br/coluna/imagens/marisa-leticia-na-finlandia-20071.jpg" target="_self">Marisa Letícia</a>, que só agora, emergente, poderá dar alguns pitacos no Conselho de Segurança das Nações Unidas e frequentar as reuniões do G8. </strong></p>
<p><strong>Isso porque, juro, <a href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/2008/10/carla_bruni.jpg" target="_self">Carla Bruni </a>prometeu fazer greve de sexo, caso Sarkozy não apoiasse a participação do Brasil em assuntos mundiais. Estou brincando. </strong></p>
<p><strong>Na verdade esse escarcel todo ocorreu porque a ex-modelo italiana tem Marisa como única e prestativa ouvinte para suas canções. Carlinha costuma tocar durante os intervalos da cúpula que reúne os sete países mais industrializados do planeta, além da Rússia. </strong></p>
<p><strong>Agora deixemos a política internacional de lado e vamos ao que interessa. Primeiro de tudo: é fundamental salientar que algumas celebridades americanas são verdadeiros camaleões. </strong></p>
<p><strong>Transitam entre Morenas e Loiras, de acordo com os papéis que recebem em Hollywood, seja em filmes ou seriados televisivos. Às vezes o look parece tão batido que algumas meninas mudam por mudar, para chamar atenção. </strong></p>
<p><strong>Foi o caso daquela cantora maluca, que por um tempo não era oito e nem oitenta. Optou por um penteado, futebolisticamente falando, <a href="http://www.cartoondollemporium.com/forum/pics/cdeblog/britney-spears-bald.jpg" target="_self">fenomenal.</a> Este naipe de celebridade, se me permitem, eu gostaria de desconsiderar.</strong></p>
<p><strong>Agora o que deve ser respeitado é o ranking das 99 mulheres mais desejadas do mundo, patrocinado pelo site americano <a href="http://www.askmen.com/" target="_self">AskMen.com. </a></strong></p>
<p><strong>Este portal funciona como revista on-line e fala, entre outras coisas, sobre moda &amp; vida atual, automóveis, saúde, esportes, sexualidade e estrelas do showbiz. É dirigido somente ao público masculino, como o próprio nome já denuncia. </strong></p>
<p><strong>Atualmente, a página conta com 10 milhões de leitores por mês. Homens que no começo do ano elegeram as 99 beldades mais veneradas de 2010. </strong></p>
<p><strong>Ao analisar toda relação, não é difícil encontrar várias surpresas. Atrizes, modelos e cantoras deslumbrantes, que nesta nova lista estão longe da décima colocação.</strong></p>
<p><strong>Sugiro que nos atenhamos apenas às dez primeiras colocadas, em ordem decrescente: <a href="http://genesis.brasilportais.com.br/webroot/img/arquivos/miranda%20kerr.jpg" target="_self">Miranda Kerr</a>; <a href="http://oinsurgente.files.wordpress.com/2009/08/eva_mendes.jpg" target="_self">Eva Mendes</a>; <a href="http://www.headkandy.com/blog/php/Cheryl%20cole%20hair%20extensions_1219943283.jpg" target="_self">Cheryl Cole</a>; <a href="http://blog.silive.com/weather/2008/04/PenelopeCruz003.jpg" target="_self">Penélope Cruz</a>; <a href="http://www.fashionfame.com/wp-content/uploads/2009/12/beyonce.jpg" target="_self">Beyonce</a>; <a href="http://static.reelmovienews.com/images/gallery/jessica-alba-picture.jpg" target="_self">Jessica Alba</a>; <a href="http://fashionview.files.wordpress.com/2008/11/alessandra_ambrosio_74.jpg" target="_self">Alessandra Ambrosio</a>; <a href="http://hotcelebs.today.com/files/2009/10/kate-beckinsale-sexiest-woman-alive.jpg" target="_self">Kate Beckinsale</a> e <a href="http://bittenandbound.com/wp-content/uploads/2008/02/08_marisa-miller_01.jpg" target="_self">Marisa Miller</a>.</strong></p>
<p><strong>O primeiro lugar pertence a minha paixão. Uma intimidade que compartilhei com vocês em <a href="http://falandonissoluiz.wordpress.com/2007/12/22/minha-canadense-favorita/" target="_blank">dezembro de 2007</a>. Quem lidera a lista das mulheres mais desejadas do mundo é Morena e atende pelo nome de <a href="http://assets.nydailynews.com/img/2008/05/14/gal_chriqui2.jpg" target="_self">Emmanuelle Chriqui</a>.    </strong></p>
<p><strong>Como se não bastasse a liderança, se prestarmos atenção, vamos descobrir que as Brunettes são maioria. Temos sete contra apenas três Blondes, o que representa uma expressiva supremacia. </strong></p>
<p><strong>A dominação a qual me referi em 2009 parece ter adquirido novos ares. Transcendeu. Modificou, não apenas a minha rotina, como a de outros tantos admiradores do universo feminino.</strong></p>
<p><strong>E quando finalmente achamos que as Morenas não tinham mais para onde ir, elas resolvem aparecer num dos nossos territórios favoritos: o automobilismo. </strong></p>
<p><strong>A piloto <a href="http://mikenorth.files.wordpress.com/2009/05/08_danica-patrick_07.jpg" target="_self">Danica Patrick </a>é a prova viva de que as mulheres sabem dirigir sim. </strong><strong>Ela não usa o espelho retrovisor apenas para retocar a maquiagem, mas para evitar a ultrapassagem de um retardatário metido a besta.  </strong></p>
<p><strong>Eu sei que, de terno, vocês podem me encarar como um eloquente pastor da Igreja Universal das Morenas, contudo a coisa não funciona assim. Já fui um pecador. Também fiquei impressionado com o surgimento de <a href="http://passarim.zip.net/images/Carla-Perez.jpg" target="_self">Carla Perez </a>no Gera Samba.</strong></p>
<p><strong>O problema é que a salvação ainda estava por vir. A <a href="http://lh5.ggpht.com/clickindaia/SDNBPIvhmwI/AAAAAAAABRc/0WCGKV_Huyo/Scheila1%5B11%5D.jpg" target="_self">Scheila Carvalho </a>está aí para não me deixar mentir. O grupo até se sentiu na obrigação de trocar o nome, passando a se chamar É o Tchan!. Eles mudaram de vida. </strong></p>
<p><strong>Saíram da Bahia e foram parar no Havaí. E ninguém me convence do contrário: o Jacaré parecia mais animado com a presença da Scheila. </strong><strong>Outra coisa. Já sentei na sala para ver a Feiticeira esvoaçante, com aquele requebrado perturbador. </strong></p>
<p><strong>Só que quando descobri que tudo aquilo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ihYyq6ky18o" target="_blank">não era feitiçaria, era tecnologia</a> fiquei desiludido, tomado por uma vontade louca de reencontrar Suzana Alves, <a href="http://4.bp.blogspot.com/_iyQ-sFLh95U/SFeqLspoTqI/AAAAAAAABbs/al6u1edZY4M/s400/tia156%5B1%5D.jpg" target="_self">a Tiazinha</a>. </strong></p>
<p><strong>Quero deixar claro: não estou desdenhando das Loiras. Elas são importantes, e por isso precisam reagir, precisam dar uma resposta quase que imediata a esse império crescente das Morenas. </strong></p>
<p><strong>A maneira mais correta e eficaz de executar a tarefa só vocês Loiras poderão desvendar. Torço para que essa retomada venha num formato criativo e provocante, e não estou falando da Geisy Arruda.  </strong></p>
<p><strong>Até lá, enquanto o golpe de Estado não é declarado, imagino que as aventuras de curta duração pertencem às Loiras. Admito que a minha vida é única e, no final das contas, estará entregue a uma Morena. </strong></p>
<p><strong>E isto nada tem a ver com gosto, momento ou fetiche, é uma simples <a href="http://falandonissoluiz.wordpress.com/2009/06/05/morenas-uma-questao-de-bom-senso/" target="_blank">questão de bom senso</a>.   </strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/falandonissoluiz.wordpress.com/519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/falandonissoluiz.wordpress.com/519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/falandonissoluiz.wordpress.com/519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/falandonissoluiz.wordpress.com/519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/falandonissoluiz.wordpress.com/519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/falandonissoluiz.wordpress.com/519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/falandonissoluiz.wordpress.com/519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/falandonissoluiz.wordpress.com/519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/falandonissoluiz.wordpress.com/519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/falandonissoluiz.wordpress.com/519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/falandonissoluiz.wordpress.com/519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/falandonissoluiz.wordpress.com/519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/falandonissoluiz.wordpress.com/519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/falandonissoluiz.wordpress.com/519/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=519&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Flertando com a Alta Sociedade</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 15:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teses Instantâneas]]></category>
		<category><![CDATA[Renovação]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei perto, mas nunca de fato entrei para alta sociedade. Por pura preguiça, lógico. Não me entenda mal. Oportunidades não faltaram, o único problema residia na ausência de vontade para durar. Sempre estive ao lado de belas mulheres. Senhoritas cultas cujos carros custavam bem mais do que o apartamento onde eu moro. Os maridos, coitados, estavam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=falandonissoluiz.wordpress.com&amp;blog=7423725&amp;post=467&amp;subd=falandonissoluiz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cheguei perto, mas nunca de fato entrei para alta sociedade. Por pura preguiça, lógico. Não me entenda mal. Oportunidades não faltaram, o único problema residia na ausência de vontade para durar. </strong></p>
<p><strong>Sempre estive ao lado de belas mulheres. Senhoritas cultas cujos carros custavam bem mais do que o apartamento onde eu moro. Os maridos, coitados, estavam ocupados demais com seus egos para perceber o intruso nos seus aniversários.</strong></p>
<p><strong>O que antes era diversão se tornou um passatempo vazio, sem futuro algum. Foram aventuras que somente atiçavam a felicidade e encareciam a cada renovação.</strong></p>
<p><strong>Essas experiências iniciaram graças à minha passagem inocente por um colégio particular de Porto Alegre. Por lá já me sentia como um peixe fora d’água até estabelecer contato com aqueles que seriam meus amigos por toda vida escolar. </strong></p>
<p><strong>A adaptação não foi nada fácil. Exigiu muito da minha habilidade cênica que eu, até então, nem sabia que existia. Parecia um Lázaro Ramos. Do teatro para casa, da casa para o teatro. Infelizmente, sem uma Taís Araújo para viver a vida.   </strong></p>
<p><strong>Estava encantado. Tudo era novidade, tudo era bom. A minha realidade &#8211; só eu sabia – era outra. Enquanto meus colegas trocavam dicas sobre Mário Bros no Super Nintendo, eu me sentia extasiado com a agilidade azul do Sonic no Mega Drive.</strong></p>
<p><strong>Mais adiante, enquanto eu assoprava a fita do Mortal Kombat III no NES, meus camaradas já se revezavam jogando 007 no Nintendo 64. Era triste. E ficou ainda pior quando inventaram o PlayStation. Estreei no Winning Eleven em grande estilo. </strong></p>
<p><strong>Uma vitória surpreendente e acachapante na casa do adversário. </strong><strong>A extensão do meu domínio ia até as quadras do mundo real. Lá eu brilhava como nunca. Decidia, cobrava, apoiava. Fazia pouco caso dos coadjuvantes. Mas era só sinal ecoar e eu voltava a ser normal.</strong></p>
<p><strong>Um perdido, num mundo que não era para mim. Fui mal acostumado a integrar rodinhas de conversa que não me completavam. Provocavam apenas risadas falsas, convites feitos na última hora, todos centralizados no meu talento futebolístico.</strong></p>
<p><strong>Não era recomendável, contudo eu gostava. A diversão permanecia na ordem do dia e a responsabilidade podia ser tratada como algo para depois. Por muito tempo atrasei amores verdadeiros para proteger as aparências. As desculpas eram as mais terríveis.</strong></p>
<p><strong>Na faculdade acontecia a mesma coisa ou até pior. Além de escolher o curso errado, eu fazia dois estágios para dar conta das amizades luxuosas que conquistei. Tinha atração por frequentar lugares e ver pessoas que só fariam mal para a minha saúde financeira. </strong><strong>Paguei meus pecados quando voltava das festas. </strong></p>
<p><strong>Sempre sozinho, sem ninguém para me abraçar e me desejar, do fundo do coração, uma boa noite. </strong><strong>Não era raro estar num canto, com uma garrafa de champagne pela metade e a taça vazia. Minutos antes eu já havia feito um brinde particular. Acabara de usar a bebida dos festejos para celebrar a minha solidão.   </strong></p>
<p><strong>De tanto flertar com a alta sociedade e, claro, depois de tantas decepções eu acumulei uma única vitória: Karina. Tivemos um relacionamento meteórico, mas que deixou cicatrizes. Dividíamos algumas afinidades que em seis meses foram varridas para debaixo do tapete. </strong></p>
<p><strong>E eu também não suportava a minha sogra, Maria Elena, com a sua mania irritante de diminuir tudo que eu realizava. Em certas ocasiões, a mulher tinha o costume de colocar palavras na minha boca, como se fosse uma mãe dando sopa de letrinhas ao filho no auge do inverno.</strong></p>
<p><strong>Fiquei abatido ao notar a atitude passiva da minha própria namorada. Depois, em Imbituba, durante uma conversa franca com meu sogro, <a href="http://www.clicrbs.com.br/especiais/diversos/08casamentofilhadilmablognove19042008.jpg" target="_self">Jorge,</a> entendi que o namoro não passava de um castelo de cartas. Já não tinha argumentos para conter um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009.</strong></p>
<p><strong>Ainda assim, o homem fez questão de deixar as portas abertas para mim. Disse que se eu precisasse de uma palavra amiga, saberia onde encontrar. Dediquei-lhe um sorriso e com toda educação do mundo agradeci. Ali mesmo decidi que não iria mais voltar.</strong></p>
<p><strong>Hoje, estou completamente modificado. Feliz. Amigos sinceros não me faltam. Champagne somente no final do ano e baladas até R$ 30. Agora tenho uma tara pela simplicidade. É por ela que eu me apaixono, é por ela que eu me derreto e é com ela que eu fico.</strong></p>
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