Publicado por: Luiz Felipe | 25/04/2011

Labirinto

Senhores, a verdade é que comecei a construir esse texto muito antes de conhecê-la. Ele sempre esteve comigo, dentro da minha cabeça, mas nunca foi para o papel. Nunca houve um acordo entre coração e mente que resultasse no entusiasmo que hoje carrego para escrevê-lo. A inspiração também jamais havia aparecido com tamanha força, mas ela fez questão de mudar isso.

Esse texto sempre esteve acostumado a ser dedicado a alguém que eu não conhecia o nome, o endereço e os sonhos. Pois bem, agora que os conheço, é aí que ele começa a tomar forma e a ganhar vida. E entre verbos, artigos e adjetivos, ele está completamente cercado de convicção, que não pode estar sozinha e nem terminar com o ponto final.

Ora, ela e eu sabemos que a exclamação marca o fim, porém, ao mesmo tempo, anuncia o começo de uma nova rodada para essa competição de surpresas que sem querer estabelecemos dentro do nosso relacionamento. Uma corrida frenética para ver quem surpreende mais e melhor.

Aos desavisados, fica a explicação: nem ela, nem eu ganhamos. Quem ganha e se fortalece é esse nosso sentimento. Acredito que não podemos dar a ele a chancela de surpresa. Na minha visão, ele é forjado por méritos, ações e reações. Nada é por acaso. Seis meses juntos não são frutos do acaso.   

Seis meses com ela é algo que sempre sonhei. Um conjunto de acontecimentos divinos que sempre foram protagonizados pelo sorriso e pela meiguice dela. O seu carinho me conforta como um berço conforta um bebê. Ele me leva até o ponto de embarque para um mundo do qual eu sempre quis fazer parte. Viajo em segurança, como ela bem sabe, através do olhar.

O destino é ela quem sabe. Já disse que a direção a não é minha. E por ela quero ser levado e trazido. Eu sou apenas o coadjuvante nessa história toda. Privilegiado, é verdade, por ter tido a sorte de contracenar com a estrela mais bonita da companhia.

A impressão que tenho é que saudade alcançou um outro nível com a tua chegada. Na tua ausência, Ale, o que eu sinto não é recomendável para ninguém, é insalubre, uma saudade sem cabimento, mas é a minha saudade. Ela é forte, perfeitamente de acordo com aquilo que tu representa para mim.

A cada dia contigo me perco ainda mais no labirinto da felicidade, onde o objetivo é permanecer perdido. Aos que se sensibilizarem com a minha situação, vai o aviso: não tentem me resgatar. Já estou salvo, ALEgre e seguro. Por isso, a porta de saída é a última coisa que quero encontrar. 

Anúncios
Publicado por: Luiz Felipe | 25/12/2010

Três desejos e mais um

Admito. Não sei como, mas começou. De um jeito tão natural que até alguns romancistas ficariam com dúvidas e talvez descartassem um rascunho tão promissor. É isso que tenho: um rascunho. Não está pronto, é uma obra em construção. Quero, acima de tudo, desvendar, página por página, a espécie de romance que estou desenvolvendo.

Lendo com atenção, percebi que estava diante de algo bom, algo que julguei ser precioso. O coração palpitou. O pensamento foi longe e a criatividade que antes estava em falta, transbordou. Não reconheceu limites. Acho que era assim que o Superman se sentia quando levantava voo, tendo as nuvens como companheiras.

E sem super poderes e sem a capa vermelha, lembro da primeira vez em que comecei a levitar. Ela diz que não, mas trocávamos olhares desde sempre. Eu não tinha pudor algum em fazê-lo. Ainda que não conversasse com ela, parecia que cada encontro no corredor representava um aviso de que a minha fortuna estava próxima.

Sei que perdi tempo demais até o primeiro “oi”. Imaginava situações, ensaiava falas, comentava com os amigos, no entanto, nada acontecia. Graças ao meu grilo falante, a hesitação virou convicção e quando dei por mim estava fingindo um diálogo no celular para abordá-la no momento certo.

Sem pestanejar eu fui atrás dela e, nos minutos seguintes, a coragem se sobressaiu e eu pude passar incólume pelo primeiro frio na barriga. Durante o contato, a meiguice com a qual ela me recebeu foi sublime. O sorriso foi carro-chefe de todos as qualidades que ela apresentou. Ali, naquela parada de ônibus, pude entender o conceito de harmonia, que só a beleza dela soube como me explicar.

A partir daí, fui tomado por um sentimento difícil de ser contido. Naquela altura, a conquista para mim já não era uma hipótese, ganhou ares de dever. Com naturalidade, chegamos a um estágio em que já não havia mais espaço para os pontos de interrogação, somente para os de exclamação.

Nunca pensei que poderia, mas eu, que estava acostumado a construir através de posts capítulos da fantasia, quero me despedir dessa tarefa ingrata. Preciso correr na direção oposta e buscar subsídios para escrever fascículos que estejam próximos da felicidade.

Doce rotina. Com essa menina por perto, imagino que em dias de inverno essa tal felicidade vai me aquecer. Nas noites de verão, ela será a brisa perfeita que vai refrescar a minha alma e me dizer ao pé do ouvido que sou um privilegiado.  

Recordarei os momentos em que cogitei cumprimentá-la porque são essenciais. Memórias que passam pelo primeiro olhar e se estendem até os abraços que marcam os nossos reencontros, conforto ideal do qual não quero me desvencilhar.

Assim, mantenho essas reminiscências caso a saudade invente de aparecer. É um velho artifício, um remédio caseiro, que comprova sua eficácia quando bem utilizado.

Agora, a impressão que tenho é que ela é o sopro de vida que eu precisava, algo que busquei sem sucesso em outros lugares que me proporcionaram nada mais do que aprendizado.

Acredito que ela seja três desejos e mais um: meu tesouro, minha alegria, minha paz e minha segurança. Pedidos que nem o Gênio da lâmpada poderia realizar. Por ora, é tudo que sinto porque a descoberta continua.       

« Newer Posts - Older Posts »

Categorias